28 de dezembro de 2009

Feliz 2010!

Gostaria de desejar a todos os amigos um feliz 2010 cheio de alegrias e felicidades! Que consigamos realizar nossos desejos e vontades, e melhorar a cada dia mais!
Abraço a todos.

25 de dezembro de 2009

O Relatório de Física 1

Estou de férias no Brasil e terça feira saí com uns amigos para revê-los e também celebrar entre nós os dez anos de alforria de Ilha Solteira. Entre as conversas, alguém lembrou deste episódio e decidi contar aqui...
Laboratório de Fisica 1 era o primeiro curso de laboratório na faculdade, e nos ensinava entre outras coisas, como preparar um experimento, coletar os dados do mesmo e também fazer um relatório técnico descritivo deste experimento. Para quem cursou ciências exatas, sabe que o primeiro laboratório a gente nunca esquece. Ainda mais quando o professor da disciplina era o Dante...
O Dante era um cara cômico. Tinha uma voz que parecia o Chorão, da Quadrilha da Morte, o personagem do desenho da Penélope Charmosa. Fora a voz, tinha um senso de humor que só ele entendia, pois suas piadas eram no mínimo horríveis. Daquelas que nem americano, que ri de qualquer idiotice, daria risadas. Pois bem, este era o nosso ilustre professor de laboratório de física 1.
A aula tinha uma duração de duas horas e neste período, tinhamos que montar o experimento do dia, rever a teoria, fazer o experimento, coletar os dados para fazer o relatório e entregar o mesmo na próxima aula. Basicamente a nota da disciplina era dada pela média das notas dos relatórios, já que as provas possuiam um peso bem menor do que o dos relatórios.Ou seja, os relatórios deveriam ser feitos e muito bem feitos, pois senão a reprovação na disciplina seria certa e na época, pelo fluxograma do curso de engenharia mecânica, reprovar nesta disciplina implicava já de cara, se formar em seis anos ao invés de cinco.
Após esta pequena introdução, vamos a história que de fato quero contar. Me recordo que um dia chegamos a aula e o professor começou a recolher os relatórios referentes ao experimento da aula passada. Logo em seguida, ele começou a explicar a teoria do experimento e dar um rápido "briefing" do que teriamos que fazer naquele dia. Me recordo que enquanto estavamos realizando o experimento, ele começou a corrigir os relatórios que haviamos entregue e em alguns minutos ele solta a seguinte pergunta a minha colega de turma:
 "Carla, quantos relatórios você entregou?"
A pergunta soou estranha para todos nós, porque a princípio não fazia sentido algum, porém quando a nossa amiga respondeu que havia entregue apenas um relatório, a fisionomia do sujeito se transformou. A ira tomou conta do professor! Ele simplesmente bravejou:
"Parem tudo! Quem aqui não entregou o relatório da aula passada?"
Ninguém levantou a mão, o que indicava que todos na sala haviam entregue um relatório. Nesta hora o homem ficou possesso. Começou a devolver os relatórios um por um, até que sobrassem apenas os dois relatórios da nossa colega Carla. Após isto, ele viu que o único que havia ficado sem relatório, era o Rato.
A turma inteira começou a cair na gargalhada e o professor simplesmente solta: "Pô, nem copiar relatório você sabe? Ou melhor, é um excelente copiador, porque até o nome da colega colocou no seu relatório!".

22 de dezembro de 2009

A triste história de Dentinho... um garotinho bêbado!

20 de dezembro de 2009

Camisa do Boca Juniores

Esta é mais uma daquelas que a gente no mínimo dá umas boas risadas. Quando acho que já vi de tudo na vida, sempre pinta mais alguma que a gente se surpreende.
Me recordo que a minha atual empresa, no Canadá, quando foi fazer o seu processo de recrutamento no ano de 2008 montou um escritório em Buenos Aires na Argentina, para fazer as entrevistas com os candidatos da América do Sul. Um dos motivos que levou a escolha da Argentina e não outro país, como o Brasil, é o simples fato que a sua concorrente tem sede no Brasil, tem um poder político muito forte e poderia atrapalhar o processo de seleção, já que a grande maioria dos candidatos eram seus funcionários.
Na industria qual trabalho, mão de obra qualificada é escassa e o mercado é muito restrito. Então por mais que tentem disfarçar, ninguém consegue esconder quando um concorrente efetua um processo seletivo em busca de recurso qualificado ao redor do mundo e para alguns Brasileiros, o “sonho americano” de morar fora do Brasil pode ser realizado quando se consegue ser aprovado e selecionado em um destes processos seletivos.
Com o Figueiredo não era diferente. Descontente como muitos estavam na antiga empresa, esse processo seletivo seria a oportunidade de melhorar profissionalmente e morar no exterior conseguindo assim a sua experiência internacional no curriculum. O problema é que a discrição era a “alma do negócio”, já que as vagas eram poucas, a concorrência era muita e pra terminar, a chefia da atual empresa não poderia nem sonhar que ele e outros estavam participando do processo seletivo da concorrência, pois isso iria gerar um mal estar enorme e talvez até uma demissão, caso ele não fosse selecionado no processo.
Pois bem, os pré-selecionados para participar da seleção foram comunicados por email e receberam passagens de avião para irem do Brasil até a Argentina, cada um em um dia diferente. Ele e seus colegas tentaram ao máximo manterem o clima de sigilo nos dias que antecederam as entrevistas, sem comentar com ninguém evitando assim o “mal estar”, mas o Figueiredo era o cara das bolas fora. No dia que iria ocorrer a sua entrevista, ele, assim como os outros, inventaram alguma desculpa do tipo: “Amanhã tenho consulta no médico ou irei ao enterro do cachorro bilingue do vizinho que morreu de gripe suína”. Totalmente compreensivel, afinal de contas, quem é que pede para o chefe o dia de folga informando que vai fazer entrevista de emprego em outra empresa? Acho que nem se o chefe for o próprio pai!
O problema é que no dia que antecedeu a sua entrevista, o Figueiredo saiu mais cedo do trabalho e quando estava para sair do escritório, olhou para trás e falou em alto claro e bom tom, olhando para alguns colegas que também iriam fazer a entrevista nos dias subsequentes: “Desejem-me sorte!”. Os que iriam fazer entrevista, mais que rapidamente tentaram se esconder embaixo da mesa, ou deram uma de louco fazendo de conta que não estavam entendendo absolutamente nada do porque o sujeito estava pedindo votos de boa sorte. Aqueles que não sabiam do que estava acontecendo nos bastidores, ficaram pensando: “Porque o cara está pedindo boa sorte, se amanhã ele vai no enterro do cachorro bilingue do vizinho que morreu de gripe suína?”.
Bem, passado alguns instantes o Figueiredo foi embora e o assunto acabou esfriando. Porém minutos depois, o Bocão e o Goiano, que iriam fazer entrevista na Argentina alguns dias depois, se encontram no cafezinho e comentam: “É... para fechar com chave de ouro, só falta o Figueiredo chegar com a camisa do Boca Juniores no escritório depois de amanhã!”. Um olha pro outro e como se estivessem pensando sincronizados soltam: “Não... nem o Figueiredo é capaz de tamanha proeza!”.
Chega o dia em que o Figueiredo deveria retornar ao trabalho e adivinhem com que camisa nosso amigo vem trabalhar?


Detalhe... a esta altura do campeonato, toda a alta chefia da antiga empresa já sabia dos rumores que a concorrente estava recrutando pessoas através de um escritório em Buenos Aires...
Das duas uma: Ou o Bocão e o Goiano podem abrir a barraquinha de videntes, ou o nosso amigo Figueiredo não tem noção da realidade. Conhencendo ele bem como conheço hoje, fico com a segunda opção.

18 de dezembro de 2009

Parabéns pelos 10 anos!!

Queria deixar aqui os parabéns a todos meus colegas de turma que há exatos dez anos atrás, colavam grau na faculdade de engenharia de Ilha Solteira, da UNESP.
Hoje, vejo como a carreira de todos se encaminhou e confesso que as vezes fico surpreso. Muitas coisas aconteceram de maneira que jamais imaginariamos.
Esta semana estive com nosso amigo Rodolfo para um jantar em sua casa aqui em Montreal. Quem imaginou há dez anos atrás que um dia estariamos nós aqui nesta cidade.
Vejo muitos hoje que são professores universitários, empresários... e há aqueles também que infelizmente a distância nos separou e não temos mais notícias.
De qualquer forma gostaria de parabenizar a todos e continuar desejando sucesso pessoal e profissional, pois se formar em um curso de engenharia realmente não é fácil. Só quem sentou nos bancos de uma escola de engenharia sabe como é o curso e principalmente nós, que estudamos lá na FEIS.
Abraço a todos da turma de 1999.


Richard Branson, a fortuna que começou com um disco de rock (*)

Bem, hoje estou colocando um post que pra mim é de um cara visionário e muito bem sucedido! Sou fã dele, pela maneira com que ele dirige os seus negócios. Vejam aí...

Richard Branson, o dono da Virgin, acaba de lançar uma equipe na Fórmula 1, que terá no ano que vem o piloto brasileiro Lucas di Grassi e o alemão Timo Glock. Esse megaempreendedor inglês se consagrou com uma gravadora e uma rede de lojas, tem hoje uma companhia aérea, investe até em viagens espaciais e está entre os 300 homens mais ricos do mundo, segundo a revista Forbes. Tudo decolou com um disco de rock.

Aos 16 anos, em 1966, Branson lançou sua própria revista, chamada Student. Em 1970, abriu um pequeno negócio de vendas de discos. Foi aí que tudo começou. Branson conheceu o músico e compositor Mike Oldfield e o ajudou a gravar em seu estúdio o álbum "Tubular Bells". Até então, ele nem imaginava montar uma gravadora. Mas devido ao fracasso de Mike Oldfield ao tentar mostrar o disco para uma série de gravadoras e todas recusarem, Branson decidiu montar seu próprio selo, a Virgin Records e lançar "Tubular Bells" em 1973. O lado visionário de Richard Branson estava desperto.

Ele acreditou e apostou na obra-prima de Mike Oldfield e o disco acabou vendendo quase 20 milhões de cópias. A grana foi mais do que suficiente para que Richard Branson investisse numa rede de lojas de discos, a Virgin Megastores. "Tubular Bells" foi reeditado em 2009 em edições luxuosas, mais de 35 anos depois de seu sucesso - muitos lembram como a música de abertura do filme "O Exorcista", de 1973. Considerado uma obra-prima do rock progressivo, "Tubular Bells" também serviu como inspiração máxima para a geração New Age. Vieram então outros discos do gênero krautrock e bandas como Tangerine Dream e Faust e Gong.

No final dos anos 70, quando começava a explosão do punk rock no Reino Unido, Branson teve mais uma sacada. Depois de ver os Sex Pistols serem recusados e banidos por gravadoras como A&M e a iEMI, Branson sacou que todo aquele escândalo poderia render muita grana e os contratou. Quanto mais encrenca eles arrumavam, mais discos do Sex Pistols a Virgin vendia. "Never Mind The Bullocks" é um dos discos mais importantes da história do rock e foi graças a Virgin Records que ele foi lançado mundialmente.

Durante a chamada new wave, a Virgin lançou e apostou numa série de novas bandas. Uma das mais bem sucedidas foi o Culture Club, que apostava na imagem andrógina de Boy George. O selo ainda revelou nomes como The Human League, XTC e Simple Minds. Em 1991, Richard Branson vendeu o catálogo da Virgin para a gravadora EMI. Com mais essa grana, começou a Virgin Atlantic Airways - uma companhia aérea.

Cinco anos depois, Richard Branson fundou a gravadora V2 Records. E, mais uma vez, revelou grandes nomes, como Moby e White Stripes. Em 2006, ele vendeu a V2 Records por 15 milhões de dólares. Com o crescimento dos downloads de músicas, Branson passou a não mais acreditar na indústria do disco e está fechando sua rede Virgin Megastores. Seu próximo passo será investir em viagens espaciais.

Com mais de 400 empresas e 70 mil empregados, Richard Branson declarou recentemente numa entrevista: "Nos negócios, o que importa é conseguir criar algo especial". E pensar que tudo isso começou com uma lojinha de discos e uma gravadora bem sucedida.

Em 1999, ele lançou o livro Losing My Virginity: How I've Survived, Had Fun, and Made a Fortune Doing Business My Way, em que ele conta sua história de uma maneira bem humorada, como o próprio título sugere.

Conheça os discos recomendados do selo Virgin Records:

Mike Oldfield - Tubular Bells (1973)
Tangerine Dream - Phaedra (1974)
Faust IV (1973)
Gong - Shamal (1975)
Gong - Gazeuse! (1976)
Sex Pistols - Never Mind The Bullocks (1977)

(*) Origem da Matéria: http://br.noticias.yahoo.com/s/16122009/48/entretenimento-richard-branson-fortuna-comecou-disco.html